Lost & Found: A journey back home.
Olá, meus ursinhos. Espero que o dia de vocês esteja sendo gentil. Hoje, o nosso lugar quieto recebe o Lost & Found: A journey back home. Então, preparem o café, encontrem um lugar confortável e venham me acompanhar nesta leitura. ♡
"We could be free, free
We can't fix it if we never face it
Let the past be the past till it's weightless."
Free - HUNTRIX
Pare, respire e observe. Todos deveriam fazer isso quando se sentirem perdidos. Mas está tudo bem se sentir assim, só não pode prolongar e te afetar de alguma maneira.
Todo mundo se sente perdida(o) em algum momento na vida e comigo não foi diferente. Foi entre 2024 e 2025 que esse sentimento de estar perdida se intensifica, era como se nada mais fizesse sentido sabe? Queria trocar de faculdade, na época odiava o curso de ADM mas não podia trocar por conta de que estava na metade do curso, mas hoje em dia eu suporto e continuo odiando o curso. Faço esse curso porque não tinha outra opção (tinha, só que não tinha muita procura no mercado de trabalho e tudo mais, então não valeria a pena)e uso como um plano de fundo, mesmo que em breve irei fazer estágio.
Em 2024, depois do terror de um trabalho de faculdade e de abandono daqueles que eu jurava serem meus amigos, a situação piorou um pouco. Comecei a me perder, a ficar perdida, de me sentir patética e ainda sentir que não estou vivendo a vida e que estou apenas existindo. Dias ou meses depois, não me lembro ao certo, esses sentimentos foram sumindo, pois me dei espaço para me conhecer melhor, de me permitir. Óbvio que nem tudo são flores, mesmo indo com calma, chorei horrores numa noite por conta da bagunça mental que estava, isso em 2025. Mas quando tive a minha primeira sessão de terapia, tudo se acalmou por um tempo, porém dias depois voltou a bagunça mental junto com me sentir perdida.
Sentia que não estava vivendo como os jovens adultos da minha idade vivem, e que estava apenas observando os dias passarem. Tanto que me impus a ouvir música brasileira para poder me "encaixar" e me sentir "normal". Que boba eu era... não sou obrigada a ouvir música brasileira para fazer parte da sociedade e foda-se como os jovens adultos da minha idade vivem, eu sou a dona da minha vida e da minha história! Eu sou normal do meu jeito e não vou me curvar e me encaixar num padrão que a sociedade impõe para mim. Eu sou eu porra! Sou meio "gato preto", amo música internacional (principalmente indie), amo kpop, amo hyperpop, amo pop, amo jazz, amo séries asiáticas, amo ler, amo meu cabelo, amo meu corpo fora dos padrões, amo meu jeito de viver (não saio muito, mas estou trabalhando nisso) e amo meu jeito de ser! É isso que vocês, meus ursinhos, devem sentir: orgulho de ser quem vocês são.
Comecei a me sentir menos perdida quando continuei indo a terapia (até hoje faço, é super importante e ajuda muito), aceitei a situação em que me encontro (faculdade), me dei espaço para me dar o devido valor e me conhecer melhor, focar nas coisas que já fazia (academia e curso de inglês), fazer coisas que despertam o meu interesse e principalmente usar esse tempo da faculdade como laboratório para ver com o que meu sentido-aranha irá vibrar.
Ter me aceitado como sou (uma introvertida com muito orgulho), ter saído das redes sociais (foi a coisa mais incrível e libertadora que já fiz)e usar meu Pinterest como meu santuário externo, ter amigos de verdade, ter a família por perto, ouvir os podcasts: gostosas também choram e fiz o que pude (agradeço elas demais, mesmo que tenha parado de escutar faz um tempo) e assistir os canais da marininha (@marinaraszl) e do Pedro (@pedrotaylorgudiel) contribuíram muito para esse processo.
Pedro, por ele me fazer enxergar a vida com outros olhos, e que ela não é tão filha da puta assim e a dar valor as coisas e aos laços que vamos cultivar ao longo da vida (tanto familiares e amigos quanto relacionamentos). E a marininha, por me mostrar que está tudo bem não entender certos sentimentos e situações, ela me ajuda a entender isso e me fazer querer ser uma pessoa melhor e mais equilibrada. Ela meio que dá um sacode na gente para acordar para a vida. É como aquele ditado: "a vida não é um morango".
Além disso tudo, ter um diário
e orar (para mim funciona), contribuíram muito para não me sentir mais perdida e nem patética, e ainda me ensinaram a olhar para minha vida com um pouco mais de carinho.
E não menos importante, a criação desse blog, o Santuário Prateado. Criei com intuito de me ajudar e de ajudar vocês, meus ursinhos, e fazer vocês perceberem que não estão sozinhos. Aqui, podem ser verdadeiramente vocês, sem julgamentos. E aqui é tanto meu quanto de vocês.
No final, ainda não sei o que quero fazer da minha vida, mas manter as coisas que faço no dia a dia, meu blog e fazer cursos que me interessam, é um bom plano por agora. Por incrível que pareça, parei de me preocupar com o futuro, pois não vale a pena. Quero viver o meu presente, curtir o meu presente sem medo de ser feliz e realizada.
Com amor (e alguns surtos),
Kim.
Nos vemos no próximo post. ♡
Link da música: Free - HUNTRIX

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